Há uma norma da Igreja Católica que estabelece um prazo mínimo de cinco anos após a morte para apresentação à Santa Sé dos pleitos de beatificação e santificação --as exceções foram madre Teresa de Calcutá (1910-1997) e o papa João Paulo 2º (1920-2005).
Zilda é reconhecida internacionalmente pela criação das pastorais da Criança e do Idoso e pela atuação nessas entidades beneficentes. "Há o desejo de que as virtudes de dra. Zilda sejam reconhecidas", afirmou dom Aldo em entrevista à Rádio Vaticano.
Caberá ao arcebispo de Curitiba, dom Moacyr Vitti, postular oficialmente o pedido após obter autorização da Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano. Não há prazo para conclusão do processo. "[Uma vez autorizados pela Igreja Católica] começaremos a coletar os testemunhos, que são imensos, de casos de salvação e também de todos os ensinamentos e práticas da dra. Zilda", disse dom Aldo à rádio.
Segundo Denilson Geraldo, professor de direito canônico do curso de teologia da PUC-SP, a beatificação requer o reconhecimento de ao menos um milagre pela Santa Sé. Para que uma pessoa seja considerada santa, contudo, é preciso passar ainda por um processo de canonização e comprovar a existência de um segundo milagre.
Para dom Aldo, que diz crer que o pleito de beatificação terá fácil aprovação, o que importa é o gesto de valorização e reconhecimento das virtudes da médica e do legado deixado para as duas pastorais.
(Folha de SP)



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