quarta-feira, 12 de junho de 2013

Elucidado homicídio de mulher carbonizada

Autores confessos do assassinato de Emanuela Falcão Sarkis, 33 anos, herdeira de uma família tradicional baiana, foram apresentados à imprensa, na manhã desta terça-feira (11), no auditório do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba, pela delegada Clelba Regina Teles, titular da 2ª DP de Homicídios (DH/Central).

Amanda da Silva Santana, 28, Cristiano Passos da Silva, 34 e Lucas de Jesus Santos, 27, confessaram planejar o assassinato depois que Amanda descobriu a senha da conta bancária da vítima, furtando em seguida cerca de R$ 6 mil, entre saques e compras.

Morta no dia 19 do mês passado, Emanuela teve o corpo encontrado desfigurado no Beco do Cadeirudo, localizado em uma transversal da Avenida Ulisses Guimarães, no bairro de Sussuarana. Os autores do crime foram presos na segunda-feira (10), em diferentes bairros de Salvador, durante a “Operação Acauã”. As investigações indicam que Amanda e Emanuela se conheceram em um posto de saúde no bairro do Barbalho, e, a partir de então, estabeleceram uma relação de amizade.

A situação financeira privilegiada de Emanuela, proprietária de dois imóveis alugados em bairros nobres da cidade, além de uma pensão, despertou a cobiça de Amanda, que encomendou a morte da amiga, dependente de álcool, para se apropriar do dinheiro.  Lucas, pai dos filhos de Amanda, executou o crime, tendo como cúmplice Cristiano Passos, que recebeu R$ 1.500, sacados da conta da própria vítima.

Soda cáustica
A delegada Clélia Regina apurou que depois de permanecer três dias consumindo bebida alcoólica na casa de Amanda, no bairro do Pero Vaz, Emanuela foi retirada por Cristiano e Lucas, na madrugada do dia 19 de maio, e seguiram em um táxi até a localidade conhecida como Curva da Morte, em Sussuarana. Desconfiado, o taxista desistiu da corrida e pediu que o trio saísse do veículo.

Cristiano confessou ter aplicado uma “gravata” e chutado a vítima, que teve o rosto desfigurado pela solda cáustica, jogada por Lucas sobre o seu corpo. Segundo o laudo pericial, Emanuela morreu por asfixia. O pescoço dela apresentava um corte provocado por lâmina de barbear.  Depois do crime, os homicidas foram até um bar, próximo à Estação Pirajá, onde consumiram bebidas alcoólicas até amanhecer. A vítima deixou um filho de um ano e 11 meses, que segundo informou Amanda, seria batizado por ela.
(ASCOM / SSP-BA)

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